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Guia

Como um roteiro nasce

O fluxo da ideia ao post, em oito passos, com o que já existe hoje. Onde o tempo realmente vai, o que NÃO automatizar (e o que já foi descartado), e os quatro formatos que merecem virar série.

Produção

Original no vault: Beneverso_Vault/99_⚙️_Sistema/Como_um_Roteiro_Nasce.md

Escrito em 02/09/2026, depois de rastrear o caminho real de uma peça no código e na conversa. Não é proposta de sistema — é o fluxo que já dá para fazer amanhã com o que existe.

Onde o tempo vai hoje (e não é onde parece)

Não é escrever a cena. Com o contexto na mão, o roteiro sai rápido.

O caro é o intervalo entre "alguém teve uma ideia boa numa conversa" e "isso virou roteiro". E há uma razão técnica exata para isso:

/ideias e /roteiros são as duas únicas telas de trabalho que continuam sendo arrays de TypeScript. Não têm tabela no Supabase, não estão em lib/editavel.ts, não têm formulário. Todas as outras — adversários, personagens, timeline, pautas, agenda — a equipe edita pelo celular.

Ou seja: só quem abre o código consegue fazer um roteiro nascer. É por isso que a Julia escreveu "aquele dia a gt sentou 2 horas e sairam três roteiros bons" — precisou de uma sessão inteira, porque não havia onde uma ideia solta esperar.

O segundo custo: retrabalho por não checar a régua

Duas vezes a operação pagou caro por produzir antes de conferir:

  • 900 créditos de Magnific queimados em 04/08, porque o prompt dos ETs foi escrito sem abrir a pasta de arte aprovada do personagem.
  • Duas peças 100% renderizadas (GOV TOYS: dois MP4 e três legendas prontas) mortas em 25/08 por uma trava editorial nova — depois de produzidas.

O tempo caro nunca é a redação. É o retrabalho.

O fluxo, em oito passos

  1. Julia ou Renan, no celular, abrem equipe.beneverso.com.br/hoje e tocam "+ anotar". Escrevem o essencial — "reels ETs — pesquisa Datafolha" — e escolhem a página. Sem data. Leva dez segundos.
  2. O item cai em "Fila de roteiro", na mesma tela. É a fila, e é visível para quem abrir depois — inclusive para quem sumiu por três dias.
  3. Felipe pega um item da fila e, antes de escrever qualquer coisa, abre: /guias/decisoes-editoriais (o que mudou), /guias/limites-editoriais (a régua) e a arte de referência aprovada do personagem. Este passo é o que evita os dois retrabalhos acima. Não é opcional.
  4. Escreve o roteiro em lib/roteiros.ts, com caminhoVault apontando para o espelho no vault. Deploy.
  5. Julia aprova cena a cena, do celular, com um toque — carimbar() já existe em /roteiros/<slug> e ninguém usa. Ou marca "ajustar" com o motivo. A aprovação vira dado (quem, quando), não memória.
  6. Aprovado: roda /video-colagem ou /clipe-musical. A peça nasce em /producoes com o mesmo slug, herdando título, legenda e hashtags.
  7. Alguém preenche peca_slug e a data em /agenda.
  8. No dia, a peça aparece em /hoje. Depois de postada, o botão "subiu" guarda o link e fecha o ciclo.

O roteiro nunca mora no WhatsApp. Nasce e vive em lib/roteiros.ts mais o .md espelho no vault.

O que NÃO automatizar — e já foi decidido

O quêPor quê
A escrita da cena por agenteJá tentado e rejeitado: o @beneverso-roteirista foi descartado por entregar texto ruim. O julgamento precisa do contexto INTEIRO — tom, limites, canon, arte —, não de template.
Pipeline ponta a ponta (pesquisa → roteiro → imagem, sozinho)Testado em maio e descartado pelo próprio Felipe: "pelo preço automatizar como rotina não faz tanto sentido pra gente".
Limite editorial como trava de códigoAs regras mudam com a conjuntura — o número de urna virou permitido em 16/08, a trava de imagem chegou em 25/08. Régua cega erra caro. Por isso viraram diário lido por gente.

Os quatro formatos que merecem virar série

Escolhidos pelo que já funcionou, não pelo que parece bom:

  1. "Você sabe quem é ___" — já é série industrializada: 14 episódios, manual de produção, dossiê por alvo, regra fixa (metade anônima só bate, metade assinada fecha com a Bené) e mesa de revisão própria. É o único formato em que a equipe investiu em infraestrutura de repetição, e isso é o sinal.
  2. ETs no Rio — canon fechado (nunca pisam na Terra), arte-base paga uma vez e reaproveitada em dois roteiros, e um banco de ideias esperando. É o menor custo marginal por episódio de toda a operação.
  3. Reels do Jornal (feltro) — personagem fixo, ideias pré-escritas, execução já validada. Serve o ritmo diário que a Julia pediu.
  4. A MECÂNICA do GOV TOYS — não a peça, que está bloqueada. O comercial de varejo vendendo político como brinquedo é bom, e o próprio diário registra: "a mecânica serve para outra pauta". Vale repetir sobre um alvo que não esbarre na trava de imagem.

A melhoria que falta, se sobrar fôlego

Dar tabela e formulário a /ideias e /roteiros, como as outras sete tabelas já têm. Enquanto isso não existe, a "Fila de roteiro" da /hoje faz o papel: é onde a ideia espera sem depender de ninguém abrir o código.

Notas

Transcrição do vault. Mudou o arquivo lá? Atualize lib/guias.ts — o vault é a fonte, esta página é o espelho.